quarta-feira, 10 de novembro de 2010

MediaOn - Vida longa aos jornalistas!

O 4º Seminário Internacional de Jornalismo Online, realizado pelo TERRA e pelo ITAÚ Cultural, com apoio das redes CNN e BBC Brasil, acontece de 09 até 11 de Novembro em São Paulo. O objetivo do encontro entre profissionais que trabalham com mídia e estratégias de comunicação, principalmente no ambiente digital, é debater o impacto das novas tecnologias para o exercício do jornalismo. Ou seja, como fica e qual lugar o jornalismo ocupa dentro de uma sociedade que vive um período novo e desconhecido em meio ao avanço tecnológico e às novas possibilidades que surgem (em relação a formatos, meios, produção de conteúdo, interação com os públicos).

No segundo dia do evento na sede do ITAÚ Cultural, localizado na Avenida Paulista, os debatedores premiaram os jornalistas com uma avaliação mais do que otimista em meio ao caos do desenvolvimento das relações humanas: os jornalistas ainda têm muito trabalho pela frente.

Fugindo à regra de produzir uma reportagem sobre os quatro painéis de hoje, preferi selecionar as frases que considerei mais interessantes. No vídeo você pode assistir a um "melhores momentos" dos participantes do encontro.

Os tablets serão a salvação do jornalismo? Como podemos cirar um fetichismo por essas novas ferramentas?

Alberto Cairo, diretor de infografia e multimídia da Revista Época


O tempo é tirano. Se antes tínhamos informação escassa e tempo abundante, hoje vivemos a exata inversão desses valores: excesso de informação e cada vez menos tempo para consumi-las. Se antes a população vivia na área rural, agora se prevê que 70% da população mundial seja urbana em 2050. Nós vivemos uma crise de sentido.

Em meio à transformação dos hábitos culturais, como os jornais vão entender a mudança de comportamento e consumo das informações? Acredito que as organizações midiáticas produzem coisas que não têm a ver com a vida cotidiana das pessoas e a forma que conhecemos de notícia vai morrer.

O jornalismo era um grande banquete; hoje, é oferecido em pílulas e virou comida de astronauta. As pessoas perdem tempo em diversos momentos no dia-a-dia e os jornalistas precisam usar essa oportunidade disponível pelos tempos mortos para conquistar a atenção dos públicos. As informações estão servindo para tornar nossa vida melhor?

Pablo Mancini, gerente de serviços digitais do Grupo Clarín




No princípio, o eleitor recebi informações da mídia de massa e dos programas apresentados pelos candidatos. Agora, há um terceiro bloco formador de opinião: a possibilidade dos eleitores se expressarem nas mídias digitais. E nós temos que aproveitar as oportunidades da construção coletiva de informação nesse novo ambiente, expandindo a possibilidade da cobertura colaborativa.

Quanto às campanhas políticas, achava que eram politizadas.

Marcelo Branco, coordenador da estratégia nas redes sociais da campanha de Dilma Rousseff


Apesar da internet oferecer um espaço muito maior para distribuição de informações e conteúdo, só vai atrás disso quem já estiver interessado e engajado. Ela funciona como um ponto de encontro para os militantes que nunca encontrariam espaço onde se sentissem confortáveis para fazer a militância.

Ao longo da campanha, fui acreditando mais no poder e na influência da internet sobre os eleitores. Mas ainda acho que as pessoas são muito mais influenciadas por pessoas próximas na hora de escolher um candidato para dar o seu voto.

Soninha Francine, responsável pela campanha presidencial de José Serra na internet


O mais importante em uma campanha política é que ela não entre na provocação do ódio entre os candidatos. Temos que preservar a liberdade e a neutralidade da internet, que estão ameaçados e podem sofrer censura dos poderes públicos. Em relação aos meios digitais, acredito que cada vez mais o e-mail é uma ferramenta em extinção.

Caio Túlio Costa, coordenador da área de mídias digitais da campanha presidencial de Marina Silva




Cria-se cada vez mais uma cultura participativa, onde as barreiras para expressão de idéias e engajamento cívico são muito menores. E os espaços de afinidade dentro das mídias sociais é mais compatível com a idéia de liberdade de expressão que vivemos em busca. Dentro desse cenário, as marcas viram biosferas.

Abel Reis, presidente da AgênciaClick Isobar


As pessoas passam a conversar entre si, independente do que quer ou diz as marcas e seus anúncios. Muitas vezes, as nanoaudiências pautam a grande mídia.

João Batista Ciaco, diretor de publicidade e marketing de relacionamento da FIAT


Vivemos um dilema: devemos anunciar e investir em publicidade na grande mídia ou privilegiamos os pequenos meio de comunicação?

Carlos Werner, diretor de marketing corporativo da SAMSUNG


O profissional de comunicação é igual ao surfista: ele tem que ter o talento de saber pegar a onda quando ela está se formando, se não fica para trás.

Sérgio Valente, presidente da agência DM9DDB




O que as redes de notícias podem contribuir com as redes sociais?

Julian Gallo, diretor de criação do site do governo da cidade de Buenos Aires


Podemos usar as redes sociais para pesquisa, compartilhamento de conteúdo, monitoramento do que as pessoas estão falando e busca de audiência para o nosso conteúdo.

Matthew Eltrigham, editor da BBC

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Alguns dias no Pantanal

O empresário Olacir Cantarero conta como foi passar 15 dias viajando pela região pantaneira. Ele estava acompanhado de um grupo de amigos: eram 10 carros totós pick-up a diesel. As fotos ilustram muito bem mais uma aventura da Expedição Pantanal. Que tal embarcar também nessa viagem?

O PANTANAL

Por Olacir Cantarero

Meu nome é Olacir Cantarero, tenho 47 anos, sou empresário e vou ser bem sucinto quanto à expedição que fiz ao Pantanal de 8 à 16 Outubro de 2010.

Esse ano resolvi dar um presente de aniversário diferente para mim: em pleno dia 12, estava no meio do Pantanal. Eu e um grupo de amigos saímos do Posto do Gugu, da Rodovia Castelo Branco (SP), por volta de 8 horas da manhã do dia 8. A primeira etapa da nossa viagem foi até Campo Grande (MS), onde dormimos em um hotel. No dia seguinte, levantamos para o café da manha às 7 horas e saímos para o próximo destino: Coxim, a 416 quilometros.

Quando chegamos à cidade, nos dividimos para comprar o que era necessário para enfrentar os 600 Km de Pantanal. Ao meio-dia nos encontramos em um restaurante, almoçamos e lá fomos nos embrear no meio de florestas, fazendas, bichos e alagados da região pantaneira.


Eu estava muito confiante e tranquilo, pois tínhamos no nosso grupo o Giboty e o Rene, que já está muito acostumado com a região; sem falar no James, muito apto no GPS (ele pegou o mapa das fazendas da região e nos levava de fazenda a fazenda - em cada uma delas íamos perguntando onde ficava a próxima).

Na hora do almoço nós parávamos para fazer um lanche. Ao anoitecer, acampávamos sempre na beira de um rio para tomarmos um banho e fazer o jantar - aliás, o Giboty era o nosso cozinheiro de primeira qualidade!

O único acampamento com uma infra-estrutura maior foi na Quatro Cantos, uma fazenda turística muito agradável. Depois de seis dias chegamos em Corumbá, a Capital do Pantanal. Lá dormimos e, no dia seguinte, fomos para a Bolívia. Essa parte da viagem não valeu muito a pena, pois conhecemos uma cidade suja, sem nada.

Ao meio-dia nos reunimos, almoçamos e retornamos para Campo Grande, onde passamos mais uma noite. Logo no dia seguinte já estávamos de volta a São Paulo. No total, rodamos 3000 Km e valeu a pena: o visual é incrível!

domingo, 31 de outubro de 2010

Vida real

Duas visitantes assíduas do Pelo Brasil, Pelo Mundo se conheceram, enfim, na vida real. Maria José vive em Braga, Portugal, e enviou notícias durante toda a Copa do Mundo. Agora, conta como foi seu encontro com Solange, que mora em Guaratinguetá, interior de São Paulo.

Parece que a transposição de uma amizade virtual para a realidade deixou as duas muito emocionadas. Tomara que esse seja o começo de uma longa convivência.


Por Maria José, direto do velho continente, em português de Portugal

O que poderá haver em comum entre duas cidades, situadas em continentes diferentes?

Guaratinguetá (no Brasil, Centro, Estado de São Paulo)

Braga (em Portugal, Norte, Região do Minho)

Foi o que vieram a descobrir "duas amigas virtuais", que há dois anos começaram a trocar mensagens e informações pela Internet.

Até que, no passado dia 22 de Outubro, conheceram-se pessoalmente. O encontro foi em Braga, pois a amiga virtual de Guaratinguetá veio de férias a Portugal.

A amiga de Guaratinguetá é vizinha de uma prima da amiga de Braga e foi assim que se deu o primeiro passo para esta comunicação virtual que, com o passar do tempo, se foi acentuando e reforçando, pois havia muito em comum: interesses, ideais, conhecimentos.

Apesar da distância física, tornaram-se amigas e confidentes e concretizaram a vontade de se conhecerem pessoalmente, ficando a promessa de férias em comum no próximo ano.

Nesta oportunidade, a amiga de Portugal ficou a conhecer a história de Frei Galvão, o primeiro santo nascido no Brasil (em Guaratinguetá), e recebeu de presente uma imagem do Santo e um terço.


A amiga do Brasil ficou a conhecer a cidade e a Igreja Sé de Braga, que é o templo católico mais antigo de Portugal, e é por isso que usamos a expressão popular "é mais velho que a sé de Braga", quando queremos falar que uma coisa é antiga.

Com o aparecimento da Internet – a rede mundial de comunicação – e a sua utilização generalizada, surgiram oportunidades de comunicação de uma forma económica, rápida e cómoda, adequadas ao ritmo da vida actual.

E este é um exemplo de que, se a Internet for usada de forma consciente e responsável, torna-se um recurso importante para a comunicação, com o qual podemos criar oportunidades que melhorem as nossas condições de vida.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

34ª Mosta Internacional de Cinema de São Paulo


"O domingo (24/10) no parque do Ibirapuera reuniu mais de 12 mil pessoas para a espetacular e histórica projeção do filme “Metrópolis”, de Fritz Lang (1927), em cópia restaurada e em primeira exibição na América Latina. A projeção foi acompanhada pela Orquestra Jazz Sinfônica, conduzida pelo maestro João Maurício Galindo. A projeção foi feita na parte externa do Auditório Ibirapuera que tem abertura de seu palco voltado para o parque. "

Assim está escrito no site Jornal da Mostra, que divulga as informações a respeito da 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. E eu tive o prazer de estar lá, no Parque do Ibirapuera, em uma noite fria de domingo, vendo por alguns minutos aquele espetáculo a céu aberto.

Espetáculo não só pela ideia de projetar um clássico do cinema na parede branca do Auditório; espetáculo não só por descobrir como as pessoas assistiam aos filmes no cinema mudo acompanhado por orquestra. Espetáculo porque eram 12 mil pessoas concentradas, caladas, com os olhos e os ouvidos atentos ao que acontecia naquele momento, no meio da metrópole paulistana.

Está certo, presenciei o momento por apenas alguns segundos. Estava vindo de uma viagem ao sul de Minas Gerais e, passando pelos portões do Parque, decidimos (eu e meus pais) parar saber o que estava acontecendo. E o que aconteceu foi uma manifestação pública de como uma pequena multidão pode admirar um avento a céu aberto, público, democrático... E tudo sem dar um pio, sentadinha, sentindo o prazer de ter estado ali.

A organização da Mostra de Cinema e todas as pessoas que foram até lá estão de parabéns. Espero que outras oportunidades venham em breve.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Um dia em Jundiaí (SP)

Por Débora Nobre

Passamos uma tarde ensolarada no Parque da Cidade de Jundiaí, interior de São Paulo, e mostramos nessa pequena reportagem o que descobrimos por lá!


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Um dia em Florianópolis

Por Débora Nobre



Aproveitamos o feriado para conhecer as maravilhas de Florianópolis. E acho que conseguimos mostrar exatamente o que o Francisco, nosso guia durante o passeio, disse: "aqui as pessoas correm o sério risco de serem felizes!".

sábado, 2 de outubro de 2010

Alguns dias no Salar de Uyuni, na Bolívia

Na reportagem da jornalista Nara Mourão você vai descobrir os encantos de um passeio pelo maior deserto de sal do mundo: o Salar de Uyuni, na Bolívia. Boa leitura!

Entre o céu e o sal
Por Nara Mourão

Onde começa o céu e onde termina o chão? O Salar de Uyuni, o maior deserto salgado do mundo, impressiona o olhar dos incautos e dos que pensam já ter visto tudo. Os guias locais afirmam convictos que o artista catalão Salvador Dalí foi um dos visitantes que passou pela Bolívia e se encantou por aquele trecho do altiplano andino. “Surreal!” deve ter sido o comentário de Dalí diante da imensidão branca de 12 mil quilômetros quadrados.

Há 40 mil anos o Salar era um mar interior chamado Lago Minchin. Parte do lago secou formando os desertos de Uyuni e Coipasa, a outra teve como remanescentes atuais os lagos Poopó e Uru Uru. A porta de entrada do Salar é o povoado de Colchani, seus moradores vivem da extração do sal, são 25 mil toneladas retiradas todo ano. O sal é utilizado na fabricação de tijolos e matéria-prima do artesanato vendido aos turistas.

A cidade de Uyuni é o ponto de partida do passeio. Existem diferentes maneiras de conhecer o Salar, em carro alugado, particular ou via agência de turismo. A tração nas quatro rodas e guiar junto a uma frota são alguns dos pré-requisitos, já que não existem estradas oficiais e andar em círculos no deserto é mais fácil do que parece. Quem se aventura a conduzir no Salar, não o faz sem muito preparo anterior.

As agências são a opção da maioria dos viajantes. Existem pacotes curtos que restringem o passeio ao deserto de sal (duram um dia) ou pacotes clássicos, como o que cruza o Salar e termina em São Pedro de Atacama, no Norte do Chile (3 dias e 2 noites). Este trajeto contempla uma série de formações naturais que povoaram nossos livros de geografia e ajuda a acabar com a supremacia imaginária - dos turistas, diga-se de passagem - da lhama como único animal andino. Flamingos, vicunhas, alpacas e o coelho vizcacha preenchem o olhar com o novo.

Que esses animais não saibam o cardápio do primeiro almoço no cenário de cáctus da Isla del Pescado, uma das paradas em meio ao deserto. Segundo o guia-motorista-cozinheiro do meu grupo, autodenominado Charles Bronson por uma forçada semelhança física com o ator de faroestes, a carne que cozinhava desde cedo na parte de cima do carro era de lhama. Quando já estávamos abrigados na primeira hospedagem e Bronson, El Matador (inofensivo como uma alpaca) sugeriu que o frango fosse um delicioso flamingo comecei a colocar em xeque metade das altitudes que ele informava a cada 15 minutos percorridos.

O dia seguinte tem como gratas surpresas as lagunas altiplânicas, o terroso deserto do Siloli e uma formação curiosa que se assemelha a uma árvore moldada em pedra, a Árbol de Piedra. Ao longe, vulcões contribuem com a beleza do cenário. El Matador nos explica que esses montes ajudam na orientação devido à ausência de estradas e de um GPS. A segunda noite é num abrigo bastante precário dentro da Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa. Para compensar a inevitável falta de banho e o banheiro abaixo da crítica, delicie-se com a visão da Laguna Colorada e suas tonalidades que vão do marrom ao vermelho intenso, rica em microorganismos e flamingos.

No último dia, um conjunto de gêiseres logo ao acordar. A manhã começa com cheiro de enxofre e gosto de novidade. A mais de 4 mil metros de altitude, a Laguna Verde, fruto do magnésio das suas águas é o prato principal do café. No terceiro dia também é possível um banho em piscinas naturais bastante quentes (apesar de todo frio). Para sair da Bolívia, uma estranha taxa de 21 bolivianos é a propina para ter o passaporte carimbado. O destino agora é São Pedro de Atacama, ponto de partida para um deserto não menos repleto de histórias. Seguimos com as bênçãos de El Matador que retorna ao seu faroeste de sal.

Dicas:

Também é possível conhecer a região iniciando o passeio em San Pedro do Atacama. Ou, ainda, retornar a Uyuni no 3º dia sem entrar no Chile.

O ideal é chegar a Uyuni um dia antes do passeio para fazer os acertos com a agência, ter tempo de conversar com turistas recém-chegados do percurso, comprar água, papel higiênico, e “belisquetes” para comer no deserto enquanto a refeição seguinte não vem. A cidade é apenas um lugar de passagem, portanto não perca tempo por lá.

Vale pesquisar bastante sobre a agência, condição dos carros e motoristas antes de fechar o pacote. Essa busca pode começar antes da viagem, via Internet e conversando com pessoas que já estiveram lá.
Os jipes levam até 6 passageiros na travessia e serão esses os seus parceiros de quarto nas duas noites seguintes.

Na época de chuvas, de dezembro a março, o passeio fica muito mais perigoso devido a inundações e exige uma habilidade muito maior do condutor. Em compensação, a chuva forma um espelho d´água que reflete o céu e deixa o cenário ainda mais deslumbrante.

Itens obrigatórios:
Protetor solar e óculos escuros são itens obrigatórios no Salar. O sol refletido na brancura do solo pode causar queimaduras e danificar a visão.

A vacina contra a febre amarela é obrigatória para entrar na Bolívia. O cartão internacional deve ser obtido nos postos da Anvisa através da apresentação do cartão de vacinação nacional preenchido. Acesse o site e saiba onde fica o posto mais próximo de você.

Roupas de frio são essenciais. Apesar do sol, faz muito frio durante o dia e a temperatura cai ainda mais durante a noite. Saco de dormir é uma boa pedida.