quarta-feira, 27 de outubro de 2010

34ª Mosta Internacional de Cinema de São Paulo


"O domingo (24/10) no parque do Ibirapuera reuniu mais de 12 mil pessoas para a espetacular e histórica projeção do filme “Metrópolis”, de Fritz Lang (1927), em cópia restaurada e em primeira exibição na América Latina. A projeção foi acompanhada pela Orquestra Jazz Sinfônica, conduzida pelo maestro João Maurício Galindo. A projeção foi feita na parte externa do Auditório Ibirapuera que tem abertura de seu palco voltado para o parque. "

Assim está escrito no site Jornal da Mostra, que divulga as informações a respeito da 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. E eu tive o prazer de estar lá, no Parque do Ibirapuera, em uma noite fria de domingo, vendo por alguns minutos aquele espetáculo a céu aberto.

Espetáculo não só pela ideia de projetar um clássico do cinema na parede branca do Auditório; espetáculo não só por descobrir como as pessoas assistiam aos filmes no cinema mudo acompanhado por orquestra. Espetáculo porque eram 12 mil pessoas concentradas, caladas, com os olhos e os ouvidos atentos ao que acontecia naquele momento, no meio da metrópole paulistana.

Está certo, presenciei o momento por apenas alguns segundos. Estava vindo de uma viagem ao sul de Minas Gerais e, passando pelos portões do Parque, decidimos (eu e meus pais) parar saber o que estava acontecendo. E o que aconteceu foi uma manifestação pública de como uma pequena multidão pode admirar um avento a céu aberto, público, democrático... E tudo sem dar um pio, sentadinha, sentindo o prazer de ter estado ali.

A organização da Mostra de Cinema e todas as pessoas que foram até lá estão de parabéns. Espero que outras oportunidades venham em breve.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Um dia em Jundiaí (SP)

Por Débora Nobre

Passamos uma tarde ensolarada no Parque da Cidade de Jundiaí, interior de São Paulo, e mostramos nessa pequena reportagem o que descobrimos por lá!


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Um dia em Florianópolis

Por Débora Nobre



Aproveitamos o feriado para conhecer as maravilhas de Florianópolis. E acho que conseguimos mostrar exatamente o que o Francisco, nosso guia durante o passeio, disse: "aqui as pessoas correm o sério risco de serem felizes!".

sábado, 2 de outubro de 2010

Alguns dias no Salar de Uyuni, na Bolívia

Na reportagem da jornalista Nara Mourão você vai descobrir os encantos de um passeio pelo maior deserto de sal do mundo: o Salar de Uyuni, na Bolívia. Boa leitura!

Entre o céu e o sal
Por Nara Mourão

Onde começa o céu e onde termina o chão? O Salar de Uyuni, o maior deserto salgado do mundo, impressiona o olhar dos incautos e dos que pensam já ter visto tudo. Os guias locais afirmam convictos que o artista catalão Salvador Dalí foi um dos visitantes que passou pela Bolívia e se encantou por aquele trecho do altiplano andino. “Surreal!” deve ter sido o comentário de Dalí diante da imensidão branca de 12 mil quilômetros quadrados.

Há 40 mil anos o Salar era um mar interior chamado Lago Minchin. Parte do lago secou formando os desertos de Uyuni e Coipasa, a outra teve como remanescentes atuais os lagos Poopó e Uru Uru. A porta de entrada do Salar é o povoado de Colchani, seus moradores vivem da extração do sal, são 25 mil toneladas retiradas todo ano. O sal é utilizado na fabricação de tijolos e matéria-prima do artesanato vendido aos turistas.

A cidade de Uyuni é o ponto de partida do passeio. Existem diferentes maneiras de conhecer o Salar, em carro alugado, particular ou via agência de turismo. A tração nas quatro rodas e guiar junto a uma frota são alguns dos pré-requisitos, já que não existem estradas oficiais e andar em círculos no deserto é mais fácil do que parece. Quem se aventura a conduzir no Salar, não o faz sem muito preparo anterior.

As agências são a opção da maioria dos viajantes. Existem pacotes curtos que restringem o passeio ao deserto de sal (duram um dia) ou pacotes clássicos, como o que cruza o Salar e termina em São Pedro de Atacama, no Norte do Chile (3 dias e 2 noites). Este trajeto contempla uma série de formações naturais que povoaram nossos livros de geografia e ajuda a acabar com a supremacia imaginária - dos turistas, diga-se de passagem - da lhama como único animal andino. Flamingos, vicunhas, alpacas e o coelho vizcacha preenchem o olhar com o novo.

Que esses animais não saibam o cardápio do primeiro almoço no cenário de cáctus da Isla del Pescado, uma das paradas em meio ao deserto. Segundo o guia-motorista-cozinheiro do meu grupo, autodenominado Charles Bronson por uma forçada semelhança física com o ator de faroestes, a carne que cozinhava desde cedo na parte de cima do carro era de lhama. Quando já estávamos abrigados na primeira hospedagem e Bronson, El Matador (inofensivo como uma alpaca) sugeriu que o frango fosse um delicioso flamingo comecei a colocar em xeque metade das altitudes que ele informava a cada 15 minutos percorridos.

O dia seguinte tem como gratas surpresas as lagunas altiplânicas, o terroso deserto do Siloli e uma formação curiosa que se assemelha a uma árvore moldada em pedra, a Árbol de Piedra. Ao longe, vulcões contribuem com a beleza do cenário. El Matador nos explica que esses montes ajudam na orientação devido à ausência de estradas e de um GPS. A segunda noite é num abrigo bastante precário dentro da Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa. Para compensar a inevitável falta de banho e o banheiro abaixo da crítica, delicie-se com a visão da Laguna Colorada e suas tonalidades que vão do marrom ao vermelho intenso, rica em microorganismos e flamingos.

No último dia, um conjunto de gêiseres logo ao acordar. A manhã começa com cheiro de enxofre e gosto de novidade. A mais de 4 mil metros de altitude, a Laguna Verde, fruto do magnésio das suas águas é o prato principal do café. No terceiro dia também é possível um banho em piscinas naturais bastante quentes (apesar de todo frio). Para sair da Bolívia, uma estranha taxa de 21 bolivianos é a propina para ter o passaporte carimbado. O destino agora é São Pedro de Atacama, ponto de partida para um deserto não menos repleto de histórias. Seguimos com as bênçãos de El Matador que retorna ao seu faroeste de sal.

Dicas:

Também é possível conhecer a região iniciando o passeio em San Pedro do Atacama. Ou, ainda, retornar a Uyuni no 3º dia sem entrar no Chile.

O ideal é chegar a Uyuni um dia antes do passeio para fazer os acertos com a agência, ter tempo de conversar com turistas recém-chegados do percurso, comprar água, papel higiênico, e “belisquetes” para comer no deserto enquanto a refeição seguinte não vem. A cidade é apenas um lugar de passagem, portanto não perca tempo por lá.

Vale pesquisar bastante sobre a agência, condição dos carros e motoristas antes de fechar o pacote. Essa busca pode começar antes da viagem, via Internet e conversando com pessoas que já estiveram lá.
Os jipes levam até 6 passageiros na travessia e serão esses os seus parceiros de quarto nas duas noites seguintes.

Na época de chuvas, de dezembro a março, o passeio fica muito mais perigoso devido a inundações e exige uma habilidade muito maior do condutor. Em compensação, a chuva forma um espelho d´água que reflete o céu e deixa o cenário ainda mais deslumbrante.

Itens obrigatórios:
Protetor solar e óculos escuros são itens obrigatórios no Salar. O sol refletido na brancura do solo pode causar queimaduras e danificar a visão.

A vacina contra a febre amarela é obrigatória para entrar na Bolívia. O cartão internacional deve ser obtido nos postos da Anvisa através da apresentação do cartão de vacinação nacional preenchido. Acesse o site e saiba onde fica o posto mais próximo de você.

Roupas de frio são essenciais. Apesar do sol, faz muito frio durante o dia e a temperatura cai ainda mais durante a noite. Saco de dormir é uma boa pedida.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Um dia em Ibitipoca - Firma

Por Débora Nobre

Nesta semana escolhemos outro destino ecológico: Ibitipoca. Mas, ao invés de falarmos sobre parques, cachoeiras, trilhas e caminhadas, decidimos mostrar o documentário Firma. Vencedor no Festival Primeiro Plano de 2009, levou os prêmios de Incentivo e Melhor Vídeo Regional pelo Júri Popular.
Firma é dono de um bar - sua casa - muito famoso na vila de Conceição do Ibitipoca. Encantados com a sua história, três apaixonados por cinema resolveram filmar seu modo de vida. É difícil explicar a relação entre os criadores e o personagem que aparecem na fita. Para entender o quão pitoresco é tudo isso, assistam e divirtam-se!
Ficha técnica:
Mariana Musse - Direção, Roteiro e Edição
Tomyo Costa Ito - Fotografia e edição
Olívia Aragão - Produção
Guilherme Veroneze - Trilha sonora
Francisco Franco - Finalização



domingo, 19 de setembro de 2010

Cinema para os pequenos

Por Débora Nobre

O 8º Festival Internacional de Cinema Infantil apresentou uma programação intensa de filmes exibidos especialmente para os pequenos (mas liberados para todas as idades), entre 10 e 19 de Setembro, em São Paulo. Os pais tiveram a simpática opção de entretenimento também em outras cinco cidades brasileiras que receberam o Festival em outras datas.

Eu tive a feliz idéia de aproveitar o horário compatível com a correria paulistana para finalmente assistir ao ótimo Toy Story 3. Sim, a vida na capital mais agitada do país faz com que desejos culturais sejam adiados até o limite. Isso quando não perdemos aquela mostra imperdível porque fomos incapazes de colocá-la na agenda. Por isso, frustrada em perder a oportunidade de conferir a comentada fita, descobri que ela estava em cartaz às 10:30 h de um domingão.

Sinceramente, nada melhor do que pegar um cineminha em plena manhã preguiçosa de um domingo de sol (em geral, os cinemas na terra da garoa abrem após o meio-dia). E lá fui eu me divertir com Woody, Buzz e sua turma.

Porém, mesmo vivendo por aqui, ainda cultivo um péssimo hábito: o atraso. O filme começava às 10:30 no Shopping Santa Cruz, o que significa que eu deveria sair de casa no mínimo às 9:50 para ir até o metrô, andar 3 estações, desembarcar e comprar o ingresso. Mas é claro saí às 10:20 com a ingênua esperança de não perder nenhum segundo do filme. E consegui chegar pontualmente... na bilheteria! A cena era engraçada. Lá estava formada a fila com rebentos entusiasmados e seus respectivos pais, mães, tias, avós... E eu, na fila, envolta de meninos e meninas no auge de seus 4 ou 5 anos. Isso mesmo, essa era a cena: eu no meio do jardim de infância.

No final das contas e apesar dos olhares curiosos voltado para a minha pessoa (um alienígena solitário naquele cenário), perdi só uns 5 minutinhos. Nada que me impedisse de achar o filme excepcional. Dispenso comentário em razão da enxurrada de elogios que ele recebeu da mídia e de todos que o assistiram. O que pretendo relatar é a curiosa sensação de ir ao cinema no dia do festival de cinema infantil para ver a mais cativante história que enche os olhos de lágrimas em meio àqueles que felizmente ainda nem sabem a que vieram ao mundo.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Um dia em São Thomé das Letras

Por Débora Nobre


Voltamos! Depois de um tempo longe do Pelo Brasil, Pelo Mundo, retornamos com muitas novidades. A primeira é que estamos trabalhando e, por isso, ficou difícil atualizar o blog nos últimos tempos. Agradecemos aos comentários enviados durante nossa ausência e às cobranças de quem queria ver coisas novas rolando por aqui. Sim, nós voltamos para ficar!!!

A segunda boa notícia é a estréia da série Um dia em..., mais uma oportunidade para que as pessoas participem enviando imagens de cantos perdidos por esse mundão de meu Deus. Começamos com o pé direito e fomos buscar boas vibrações na mística São Thomé das Letras. Durante algumas horas, percorremos os principais pontos turísticos da cidade para mostra tudo a vocês. Divirtam-se!