quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ano novo, vida nova

Depois de exatos sete meses de existência, mudamos de casa! Precisávamos renovar o ambiente para abrigar as reportagens que ainda estão por vir.

Obrigada pela companhia nesses meses e pelo incentivo de leitores e amigos! Esperamos por todos no novo endereço:

www.pelobrasilpelomundo.com




domingo, 2 de janeiro de 2011

Virando o ano em Copacabana

Sabe essas festas que aconteceram nos últimos dias, quando fogos de artifício explodiram nos céus de todo o mundo e garrafas espalharam champanhe pelos ares? Pois é, isso indica que o ano virou de novo. É a vez de 2011, da década de ouro de muitos lugares por aí. No Brasil, andam alardeando que é justamente a década dourada do Rio de Janeiro. Chegou a vez de a cidade provar o porquê de ser tão famosa nos quatro cantos do planeta.

A começar pelo Réveillon de Copacabana, não vai ser nada difícil conquistar o coração de brasileiros e estrangeiros. Sim, eu estive lá e vi que o Rio já tomou conta do coração de todos quando chega a data mais comemorada de sempre: o 1º de Janeiro.

Pegando o bonde para as areias de Copacabana

A noite começa em uma estação de metrô qualquer. Para encontrar as praias que já estiveram abarrotadas de gente durante o dia, você precisa garantir o seu bilhete especial de Réveillon. Só não se esqueça que outros 2 milhões de pessoas estarão atrás do mesmo ticket especial. Assim sendo, compre o seu o quanto antes. Funciona assim: as entradas para o metrô reservam o seu lugar em um horário definido. Quem fica sem o bilhete premiado, tem que viajar até às 19 horas ou depois das 7 da manhã do primeiro dia do ano novo.

Claro que a lei de Murfy estava ao meu favor. Por isso, corri para ajeitar os preparativos de ano novo, tomei o último banho do ano velho e consegui pegar o trem faltando vinte minutos pra hora limite.

Por incrível que pareça, as estações estavam tranquilas. E eu só ia entender o motivo quando chegasse a meia-noite.

A praia, o céu e muita expectativa

Não acredite em tudo o que você vê na TV. Copacabana fica lotada, sim, mas para frente do palco principal. Como era de se esperar, o show de Daniela Mercury, Alcione, Zeca Pagodinho e outros artistas foi preparado especialmente para os VIPs do Copacabana Palace. Dali até o outro ponto da praia, é um mar de gente. Arrisquei alguns minutos tentando ver a baiana soltando a voz em cima do palco, mas os organizadores insistem no erro de instalar os serviços de apoio bem na frente do palco. Talvez sem tantos caminhões e tendas atrapalhando a visão mais privilegiada do concerto, a multidão impedisse que os bambambãs apreciassem o show de camarote (quando os Rolling Stones estiveram lá em 2006, não foi diferente...).

Atrás do palco, o cenário muda. Há espaço de sobra na Atlântica e nas areias da praia. Até o mar recebe de braços abertos quem quer antecipar os pedidos a Iemanjá ou pular as sete ondinhas. Afinal, nunca é demais na hora de desejar saúde e sorte para o ano que vai nascer.

Contagem regressiva

Quando faltam quinze minutos, todo mundo resolve descer para a praia. Lembra que o metrô estava vazio cinco horas antes? Pois acho que a ceia se estende até quase o último minuto. As ruas que levam ao mar enchem-se de gente preparada para ver o espetáculo nos céus.

E depois dos 10 segundos finais, um dos mais belos Réveillons do mundo está inaugurado oficialmente. Enquanto a música explode nas caixas de som, o brilho dos fogos acompanha a melodia. Da música clássica até um sambinha que não poderia faltar, tudo parece ter sido muito bem ensaiado.

Quando tudo emudece, a alegria toma conta. No ambiente mais pacífico, no clima mais animado, tem lugar pra turma que trouxe o pandeiro e o violão. Quando eles passam cantando uma marchinha de Carnaval, a senhora bem arrumada abre o sorriso mais sincero e gentil da noite. Nas ruas, as pessoas vêm e vão procurando um cantinho para comemorar a primeira madrugada do ano. São milhares festejando vestidos de branco.

A chuva cai e ninguém se preocupa com isso. Todos mantêm o compromisso de esperar o sol nascer. Eu resolvo ir para o Arpoador, na festa mais surreal da minha vida. Descubro mais tarde que aquele era o point de críticos de arte e gente da alta roda carioca. Estava na festa de Ernesto Neto, que existe desde 1998.

É o Rio de Janeiro

No final das contas voltei de lá tendo a certeza de que o Réveillon carioca é realmente especial. Os fogos são um dos momentos mais belos que já presenciei; o furor nas ruas está longe de ser desorganizado; as pessoas estão ali para aproveitar a noite sem neuras ou vontade de ir embora. Nesse ano talvez tenha faltado apenas uma coisa: o sol. Porque às 7 da manhã as nuvens não arredaram pé. Mesmo assim, "o Rio continua sendo". Antes de chegar em casa, o bêbado preocupado pediu para o senhor que passava lhe dizer que horas eram. "Eu preciso tomar o meu antiinflamatório", explicou.

Ah, e para garantir que esse ano será inacreditável, o Mágico de Oz estava passando na mesma TV que nos iludia com a idéia de que não haveria lugar para nós em Copacabana.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011!

Como não poderia deixar de ser, lá vou eu conhecer uma das atrações mais famosas do planeta: o Réveillon de Copacabana. E prometo trazer na bagagem uma videoreportagem mostrando tudo o que acontece nas areias da charmosa praia carioca.

Enquanto isso, para fechar o ano com chave de ouro, publico as fotos que a leitora portuguesa Maria José tirou pelas ruas de Braga, em Portugal. Assim como aqui, nossos compatriotas também sabem embelezar a cidade na época dos festejos natalinos.

Nos prédios, as luzes dão graça à arquitetura de construções erguidas no século XVIII. Com esse clima nostálgico, que nos remete à inesquecível época em que somos crianças e o Papai Noel vem nos visitar, desejo a todos um Feliz 2011.









terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Um dia em Tiradentes

Finalmente fui conhecer Tiradentes, em Minas Gerais - próxima parada da série Um dia em... A cidade histórica fica a 200 Km de Belo Horizonte e reserva encantos e surpresas de um lugar cercado por belezas naturais e contruções históricas. Depois desse aperitivo, o plano de conhecer todos os 20 municípios da Trilha dos Inconfidentes deve ser concretizado em 2011. Enquanto isso, veja um pouco do que Tiradentes pode reservar em algumas horas de caminhada por lá.



Quem quiser se aventurar por lugarejos mineiros pode incluir no roteiro as cidades da Trilha dos Inconfidentes:


Alfredo Vasconcelos
Antônio Carlos
Barbacena
Barroso
Carrancas
Conceição da Barra de Minas
Coronel Xavier Chaves
Dores de Campo
Entre Rios de Minas
Ibituruna
Lagoa Dourada
Madre de Deus de Minas
Nazareno
Piedade do Rio Grande
Prados
Resende Costa
Santa Cruz de Minas
São João del-Rei
São Tiago
Tiradentes

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Um dia na Trilha dos Inconfidentes

Aproveitei a semana do Natal para dar um pulinho em Minas e matar as saudades das comidas, das histórias e dos bons ares que sopram por lá. Em um dia ensolarado de começo de verão, coloquei os pés na estrada para conhecer uma região que merece a fama que tem. Consegui passar boas horas em São João del-Rei, Ritápolis e Tiradentes, claro. Ainda faltaram Prados, Bichinho e Resende Costa, das quais ouvi falar muitíssimo bem.

O dia começa na primeira, onde consegui caminhar pelo centro por uma horinha. Vi a estação de trem e já planejei Um dia em... mostrando o tão esperado passeio na Maria Fumaça, que nos leva até Tiradentes. Descobri que o trem parte às sextas, sábados, domingos e feriados e já incluí o roteiro na agenda do próximo ano.


Também passei pela Prefeitura, pelo
Teatro Municipal e agendei participar do tour noturno que nos transporta para outros tempos, enquanto o guia narra lendas de Minas de Gerais. Esse eu também não posso perder da próxima vez que estiver na cidade.





No centro, outra curiosidade: o Jornal do Poste, fundado em 1958, já virou patrimônio histórico e pitoresco da cidade.


Ah, e não poderia faltar uma igreja. Esta homenageia Nossa Senhora do Carmo e começou a ser construída em 1733. Viu sua torre arder em chamas no século XIX e em 1894 já estava reconstruída para embelezar as alturas de São João del-Rei.



Hora da bóia

Para o almoço, topei sem pestanejar a dica de uma amiga. Conheceria um restaurante perdido no meio do nada e teria a certeza de que há lugares que escondem preciosidades. O próximo destino seria Ritápolis, a 19 Km dali. Há alguns séculos atrás, no ano de 1746, Tiradentes nascia na Fazenda do Pombal, nesse ponto perdido no mapa.
Hoje, lá está o restaurante Saliya, especializado em cozinha árabe. No comando das panelas, o chef André orgulha-se de ter sido reconhecido pela edição do Guia Quatro Rodas de 2011. E a menção é certeira. A cidade onde parece que o tempo parou guarda um cantinho aconchegante, com comida deliciosa. Testei, aprovei e já coloquei na lista de lugares a serem visitados na próxima viagem, com direito a videorreportagem e tudo o mais.


Logo em frente, a igreja Matriz de Santa Rita de Cássia merece ganhar casamentos e festa de celebração matrimonial. Singela, abriga o clima do interior de Minas que povoa o imaginário popular. Lá dentro, algumas senhoras fazem sua novena rodeadas de paz.



É Natal

Dispensando a siesta e seguindo em frente, chegamos em Tiradentes. Igualmente encantadora, como não poderia deixar de ser, ganhou videorreportagem que será publicada na segunda-feira, após os festejos natalinos.

Aliás, está quase na hora de brindar a noite do Papai Noel. E eu aqui terminando de ajeitar as fotos e ouvindo mil fogos-de-artifício explodirem no céu avermelhado de São Paulo... Feliz Natal!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Fazendo arte

Dessa vez, na segunda reportagem da série Personalidades, decidi publicar a matéria que escrevi sobre o artesão Roberto Ribeiro. Minha câmera ainda não teve a oportunidade de acompanhar o seu trabalho. Por isso, preferi usar as palavras na tentativa de traduzir o seu talento.


“Arte Solidária” ensina técnicas artesanais para jovens em São Paulo e interior

O artesão Roberto Ribeiro, professor do projeto em Potim, fala sobre a importância da valorização do artesanato

Potim é um ponto perdido no mapa. Assim como Miracatu. A primeira fica a 10 Km de Guaratinguetá (SP), terra de Frei Galvão. Já a segunda é considerada o portal do Vale do Ribeira e está a 137 Km da capital paulista. Em comum, as duas cidades ganharam o projeto Arte Solidária, que oferece aulas de artesanato e empreendedorismo e capacita os jovens para o mercado de trabalho.

A iniciativa nasceu da parceria entre a ACLI (Associazioni Cristiane Lavo-ratori Italiani) e o Instituto Nacional Cidadania e Trabalho. A primeira tem origem italiana, existe há mais de 60
anos e trabalha para fomentar o reconhecimento dos direitos de cidadania. A segunda, uma organização privada sem fins lucrativos, busca criar oportunidades para setores marginais da sociedade. Ou seja, ambas se propõem a ajudar os jovens a terem um futuro profissional mais promissor.

No Arte Solidária da capital, os alunos aprendem a trabalhar com jóias, filtro de café e esculturas em papel. Em Miracatu, têm aulas de artesanato com fibra de bananeira. E no município de Potim conhecem o trabalho com fibra de taboa, uma planta que vive em águas rasas e atinge três metros de altura.

Potim

A cidade tem 19 mil habitantes e poucos afazeres. A economia básica da população consiste na agricultura de subsistência e criação de animais. Além disso, pequenas empresas produzem material usado na vizinha Aparecida do Norte. São imagens de santos e penduricalhos vendidos nas lojas que aproveitam o movimento em torno do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

Para sobreviver e garantir outro meio de ganhar a vida, Potim participa do Arte Solidária desde maio. É lá que o artesão Roberto Ribeiro, professor do curso, abre caminho para os jovens descobrirem as belezas que a espiga de taboa pode produzir. E faz a sua parte na divulgação de uma cultura que não deveria ser esquecida: o aprendizado passado de pai para filho.

Trabalho de formiguinha

Quando criança, Roberto aprendeu com a mãe a arte do que hoje é sua profissão. “Toda a família faz artesanato para sobreviver, desde as minhas avós”, conta.“Estamos na quarta geração de artesãos”.

No começo, vendiam seus produtos para pessoas conhecidas. Agora, comercializam as peças em lojas de São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas. Entre os clientes estão a Tok & Stok e a ONG Orientavida. Mas quem quer conhecer o seu trabalho pode encontrá-lo no Mercado Municipal de Guaratinguetá.

Tanto sucesso não veio por acaso. “Nosso país descobriu que o artesanato, que é ótima fonte de renda e deixou de ser um subproduto para aparecer nas revistas de decoração e ambientes sofisticados”. Para acompanhar o progresso do novo objeto de desejo, Roberto diz que é preciso muito estudo sobre as mudanças de comportamento. “Só assim conseguimos produzir peças bonitas para satisfazer os clientes que buscam o melhor”, aconselha.

Peças produzidas no curso Arte Solidária, em Potim



Vida longa ao artesanato

As instituições públicas são fontes importantes de apoio ao trabalho artesanal. Desde 1975, o governo paulista mantém a Sutaco (Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades), uma autarquia que coordena o Programa do Artesanato Brasileiro no Estado, auxilia na comercialização das peças e emite a Carteira de Identificação do Artesão, credenciando e legitimando a profissão. Roberto faz questão de mencionar também o SEBRAE, que “está sempre presente, dando novas oportunidades”, e a Casa do Artesão. “Vejo uma em quase todos os lugares”, alegra-se.

Mas será que essa ampla divulgação pode causar certa globalização do artesanato? Para Roberto, isso deve ser evitado. “O ideal é manter a tradição nas pequenas cidades para, então, levar isso para os grandes centros”, diz. Ele cita o Revelando São Paulo, que chegou à sua 14ª edição nesse ano, como um exemplo de que é possível estabelecer um processo de valorização do regionalismo. O evento, realizado pela Prefeitura e pela Secretaria de Cultura de São Paulo, divulga a cultura tradicional do interior. Segundo Roberto, manter as raízes é fundamental. “O artesão deve ficar onde tenha matéria-prima e espaço para levar a tradição adiante”.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Acessibilidade no Parque da Independência (SP)

No domingo, 12, levamos a Juliana para ver o show do Jota Quest e aproveitamos para testar a acessibilidade do Parque da Independência, em São Paulo.

O evento foi promovido pela seguradora Porto Seguro, que comemorou 1 ano da campanha Trâsito + Gentil, reunindo mais de 10 mil pessoas no evento. Confira a reportagem!

domingo, 12 de dezembro de 2010

O espírito de Natal na terra da garoa

No Natal é assim: a cidade ganha colorido verde e vermelho para celebrar a tão esperada chegada do Papai Noel. Os enfeites aparecem por todos os lados, e o trânsito acaba ganhando sabor de festa. Até o ano que vem, passear pelas ruas de São Paulo ganha o nobre motivo de sair por aí fotografando cada momento natalino sem perder um só detalhe.

Pinheirinhos de alegria

E eu não ia ser louca de ficar fora dessa. Tudo começou no domingo passado, dia 05, quando anunciaram a inauguração da árvore de Natal do Parque Ibirapuera. O jornalista Marcelo Tas conduziria a confraternização ao ar livre. No final, depois de luzes e fogos de artifício, a banda Pato Fu faria uma apresentação grátis do lúdico Música de Brinquedo.

Coloquei os verbos no futuro do pretérito porque aqui há uma máxima. São Pedro sempre adivinha os dias da semana e escolhe a dedo uma chuva chata e um tempo feio para os domingos paulistanos. Sim, porque na segunda-feira ele nos manda um sol sob encomenda para animar o começo da labuta. E não poderia ter sido diferente na semana passada. Depois de dias ensolarados, o domingo chegou cinza e nada convidativo.

A chuva começou no finalzinho da manhã e continuou até o cair da noite. Imaginando que as nuvens baixas estragariam o estalar dos fogos no céu, aposto que muita gente deixou-se intimidar e passou o que sobrou do final-de-semana se lamentando embaixo das cobertas.

Mas eu pensei diferente. Como a cidade se estende por quilômetros intermináveis, é muito comum que as gotas caiam em um ponto, enquanto em outros não há o menor sinal da garoa. Prevenida, chequei os sites de meteorologia (onde encontrei, vejam só, um indicar de "chapinha" para as mais prevenidas) e descobri que a cidade tinha 12 pontos de alagamentos e muita água por cair.

Acostumada com as peripécias do santo regulador do tempo, sabia que a apenas 20 minutos de casa o céu poderia estar de brigadeiro. E, um tanto ressabiada, fui conferir um espetáculo digno da estréia do Natal em nosso Dezembro, com direito a Tim Maia, Rita Lee (Fernanda Takai declarou que Ovelha Negra é a mais paulistana das músicas), Paul McCartney (a cantora disse, também, desejar que o ídolo apreciasse a versão de sua música em instrumentos de brinquedo) e frevo tocados com imaginação e muito carinho.

Natal na Paulista



Alguns dias depois, lá fui eu ver a Passarela do Natal, na Av. Paulista. Nunca é demais avisar: nem pense que você será o único a ter a brilhante idéia de aproveitar uma noite de fim de primavera para ver as belezas espalhadas por São Paulo.



Tenha certeza de que outras milhares de pessoas terão a mesmíssima idéia e irão colocá-la em prática. Ou seja, qualquer trajeto de 15 minutos poderá tornar-se uma longa e ansiosa viagem através do engarrafamento. Enfim, chegamos ao endereço e foi difícil nos arrependermos de tanta energia gasta. A Passarela está instalada logo ao lado do Banco Itaú (antigo Banco de Boston), que também tem uma decoração de tirar o chapéu. Ali há apresentações diárias com muita música de Natal: sempre das 18 às 21:30 horas, a cada meia hora.

Curtindo a Vida, com Juliana

Confiram também a primeira matéria da série Curtindo a vida, com Juliana. A cada reportagem, vamos mostrar como a Juliana, cadeirante desde criança, aproveita as dores e as delícias desde que veio ao mundo a passeio. E aproveitamos para testar a acessibilidade de cada lugar por onde ela passa.



Concerto de Natal com a Sinfônica Heliópolis

E ontem, fui conhecer a Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, que fica na Av. Morumbi, nº 4077. É a antiga mansão do casal, transformada em fundação para abrigar cultura e atividades sociais. O jardim é magnífico, e o espaço em si merece ser visitado. Além de apresentações especiais, como a de ontem, eles oferecem uma café da manhã aos domingos. Agora, pedem apenas que as pessoas esperem pelo término da reforma no Salão de Chá.

Você pode conferir trechos das músicas natalinas, regidas pelo simpático maestro Edilson Ventureli, no comando da Sinfônica Heliópolis (gerenciada pelo Instituto Baccarelli, associação civil sem fins lucrativos), ou ver e ouvir o gran finale com canções populares da música brasileira. Aproveite e Feliz Natal!






domingo, 5 de dezembro de 2010

Um pouco de Argentina

Na primeira videoreportagem sobre nossa viagem a Buenos Aires, mostramos um pouquinho de nossas impressões em 4 dias andando pela capital argentina.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Caixinha de surpresas

Deixemos o passeio de domingo para a videorreportagem. que será publicada até o fim dessa semana.

E falemos das surpresas que as viagens nos proporcionam. Afinal, viajar é cair no mundo e deixar-se levar pelas peças que o destino nos prega.

Marrom Bombom

Na Calle Florida, entrei avoada na loja da Lacoste. Enquanto olhava as araras, notei que a mulher que pagava suas contas no caixa me lembrava alguém... Assim que ela se virou e despediu-se em seu carioquês - "Obrigada, QUE-RI-DOS, até mais!"confirmei minhas suspeitas: Adriana Bombom está aproveitando o cartão de crédito em Buenos Aires.

Assustada em vê-la ao vivo e enlouquecida (ela já não parecia muito normal na televisão), comecei a falar com os vendedores que aquela era uma cantora famosa do Brasil (ainda não sei o porquê de ter escolhido essa profissão para a morena). Eles ficaram espantados e disseram que não: ela era paquita da Xuxa. E eu teimei e contei-lhes sobre A Fazenda, os micos e últimas fofocas que cercam o seu nome.

Então, a moça disparou para o vendedor: procura ela aí, no Google! E lá estava a Bombom virtual, de biquíni, exuberante em alguma praia do Rio de Janeiro. E idêntica à que acabara de sair esvoaçando os cabelos encaracolados e bem cuidados. No final das contas, todos concordamos: ela é bem doidinha mesmo...

La Kirchner

Todos os taxistas, apesar de terem o mau-humor típico argentino, costumam ser simpáticos e amáveis dentro do possível. Mesmo ao serem interrogados pelo caminho (sobre a situação econômica do país, sobre política, sobre violência...), respondem com sinceridade e são firmes em relação às suas crenças e perspectivas.

De tantas tagarelices com eles, a mais divertida ocorreu enquanto passava em frente à casa da Sr. Kirchner. Porque a Casa Rosada pode ser típica e coisa e tal, mas é muito brega. Não só por ser uma imitação chinfrim da Casa dos Obama, mas também pela cor mal escolhida de suas paredes.

Confesso que gosto de provocar aqueles que sismam em ser antipáticos, e não poderia deixar de dizer ao senhor taxista a minha opinião sobre a breguice do rosa desnecessário. Ao que ele concordou!

Falamos que era muito menininha, como uma casa da Barbie da presidenta odiada e amada pelos argentinos. E ele soltou a pérola: "é muito, assim, cristinita." Perfeito! Aí está: a Casa Rosada nada mais é do que muito Cristinita.

Galã de cinema

Por fim, no passeio do último dia, quase embarcamos em um programa de índio. Fomos salvos pelas ironias do destino.

Resumindo, acabei discutindo com um argentino marrento que teimava em confirmar o horário do próximo barco: a despeito da meia hora plantada no deck, ele afirmava seguramente que em 10 minutos eu estaria partindo. E que aproveitasse para relaxar e desfrutar a natureza. E eu não me fiz de rogada: não acreditava nele e ponto!

A resposta? "Pois você tem duas opções nesse fim de mundo: acreditar ou não acreditar".

Após mais 2 horas de espera - porque o barco decidiu atrasar nesse dia - ele contou com ares triunfais que era artista, famoso, galã de novelas e filmes na Argentina. Desconfiada, anotei o nome em uma papelzinho qualquer e joguei no Google.

Juan Ignácio Machado já foi melhor. Fez 4 filmes e inúmeras novelas. E já discutiu com uma brasileira petulante em algum ponto perdido do Atlas.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Tudo o que é bom acaba...

Voltamos para São Paulo. E como não poderia deixar de ser, fomos recepcionados com uma chuva daquelas... (descobrimos depois que os ventos em Cumbica chegaram a 105 Km/h apenas 10 minutos após nossa segura aterrissagem).

No final de semana, os computadores do hotel resolveram cair na preguiça. Já em casa, fica melhor contar as últimas emoções argentinas.

O sábado foi dedicado às caminhadas pela cidade. Buenos Aires é grande, sim, mas nada comparada à imensidão paulistana. Se você quiser conhecer a região da Calle Florida - o calçadão que reúne galerias, lojas e camelôs vendendo penduricalhos a céu aberto -, pode preparar a máquina para tirar belas fotos no topo da Plaza San Martín.

Ali estão os Monumentos ao General San Martín e o Museo de Armas, com sua fachada imponente e bela. No meio da praça, a flora torna o lugar ainda mais charmoso. A mescla de verdes, marrons e roxos deixará suas fotos ainda mais encantadoras.

Da "varanda", vê-se a Torre dos Ingleses e a Estação de Trem Mitre logo ao lado. Mais embaixo, está o porto do Rio da Prata e as linhas de trem que levam passageiros cansados de volta para casa (ou rumo a outro passeio inesquecível).

Depois de saborear as delícias dessa visão magistral, caminhe pela Calle Florida, tome um café no Havana de alguma esquina (e não se esqueça de provar as Coronitas!) e prepare-se para conhecer a Casa Rosada. Porque depois da curiosidade geral em fazer-se presente no portão da pequena e decepcionante Casa Branca, as pessoas geralmente querem ver como é a Casa Rosada. E isso é um capítulo a parte (leia aqui).

Mas voltando ao roteiro. Logo no final da Florida (que não tem mais do que 5 quarteirões), você chegará à praça da Casa Rosada (a dita cuja). E ali encontram-se também a Catedral Metropolitana, o Cabildo e a sede do Banco de La Nación. Além disso, uma ou outra manifestação política vai chamar a sua atenção. Se você for para lá até o ano que vem, aliás, vai se deparar com mil protestos pelas ruas da capital. Em ano político, o argentino sacode a poeira e hasteia as bandeiras, praticando a esperança de dias melhores.

Para a noite, escolha um dos restaurante que ficam em La Recova, ao lado do Four Seasons. É uma região revitalizada da cidade, embaixo de um viaduto. Deixe-se surpreender por esse cantinho aconchegante, onde estão os restaurante mais chiques de Buenos Aires.


sábado, 27 de novembro de 2010

Compras e cultura, ou o contrário?

As andanças por aqui no primeiro dia foram intensas. Primeiro, corremos para os outlets. Porque há uma regra básica a ser aprendida em tempos de crise financeira: os brasileiros estao à solta, com a carteira repleta de pesos, loucos para esbanjar a veia consumista e levar para a casa caminhoes de mercadorias.

Parece coisa de muambeiro, mas nao é. Em Villa Crespo as lojas de marca estao de portas abertas para receber os turistas que falam português por todos os lados. Na loja da Lacoste, por exemplo, deve-se chegar bem cedo. Caso contrário (sim, nós caímos nesse erro), você vai se deparar com maos enlouquecidas vasculhando as pilhas e mais pilhas de camisas coloridas. Para levar um jacaré pela metade do preço em relaçao às lojas brasileiras, exercite a paciência. Nada de procurar por cores e tamanhos exatos.

Já nas demais lojas de marcas conhecidas, nada de muito excepcional. O que vale a pena mesmo é bater perna pelas floridas ruas da capital (aqui estamos na época do ipê roxo, que enfeita e embeleza ainda mais os ares menos promissores nessa ponta do continente) e buscar nas lojas uma oferta boa ou produtos com qualidade e preço animadores.

Para a tarde, é hora de city tour. O almoço acontece no restaurante Status, especializado em cozinha peruana. O prato da vez? Ceviche! Provar a iguaria nos deixa perplexos: quem descobriu e tornou famoso o peixe cru marinado em leite de tigre?

E nao é que o negócio é gostoso?! Nos deliciamos com uma porçao e pagamos só 35 pesos (cerca de R$ 15.00 - no restaurante mais famoso do Brasil paga-se R$ 100,oo, em média). O Status fica a apenas uma quadra da praça do Congresso, na Rua Virrey Cevallos, 178.

A próxima parada, entáo, será o Congresso e a praça em frente. Logo depois, seguimos pela Av. de Mayo até chegar ao Café Tortoni para tomar um sorvete e nos refrescarmos. A casa é típica e super antiga (confiram, em breve, na videoreportagem). Só nao peça a Merenguera, forte e nada saborosa. Prefira um sorvete tradicional e bom apetite!

Mais adiante, chegamos à 9 de Julio, a avenida mais larga do mundo (segundo os argentinos e sua mania de grandeza com seu país). E o passeio termina no Obelisco, marco da cidade.

Para a noite, nada melhor do que visitar o Puerto Madero e refestelar-se com uma bela e cheirosa parrilla em um de seus restaurantes.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Mi Buenos Aires querida

A viagem começou!

Para quem pensava que de Sao Paulo até Buenos Aires era um pulo, a viagem durou uma eternidade. Para sair da cidade, debaixo de uma chuva torrencial (com direito a grandes pedras de granizo salpicando o carro do paciente taxista), foi preciso 1 horas e meia.

Depois, mais 2 horas de espera no aeroporto (incluindo alguns longos minutos já acomodada na poltrona). E, enfim, partimos para a capital argentina.

O mais engraçado é que, durante o vôo, tivemos a sensaçao de que o aviao ia muito mais devagar do que poderia. Depois de atravessar as típicas nuvens paulistanas, carregadas e escuras ao anoitecer, logo vimos o céu se abrir e mil estrelas nos brindaram com uma bela noite a centenas de pés de altitude.

Na chegada, após 8 horas (¡) de viagem - será que de ônibus vínhamos mais rápido? -, nos permitimos uma parada no Duty free, para conferir se a festa do consumismo está garantida por aqui, onde nosso estimado Real vale 2,20 pesos. Mais um tempo buscando as bagagens, fazendo o câmbio no guichê do Banco de La Nación, e lá fomos procurar um táxi.

Enfim, estamos prontos para enfrentar a maratona turística em três dias e algumas horas na bela Argentina. E para nos divertirmos com os chiliques dos cidadaos que tanto nos amam...

Ah, só para avisar: no teclado espanhol nao há til. Assim sendo, seguimos sem o acento gráfico.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Estava despretensiosamente lendo a "coluna social" de um jornal, quando me deparei com a seguinte nota:

Águas internacionais

Para animar seu fim de semana. Entre no Google Maps e clique em "como chegar". Depois, escreva Japão como ponto de origem e China, o destino. Leia o que diz a parada número 43 da rota. Nem Amyr Klink faria melhor.

Logo fiquei curiosa. O que o Google teria indicado no passo 43?

Pois hoje joguei as coordenadas na página de busca e aí está a indicação mais exata do planeta:


Ainda não tenho um jet ski, e o próximo destino do Pelo Brasil, Pelo Mundo não fica do outro lado do mundo.

Sim, estamos preparando as próximas reportagens da série Um dia em... E dessa vez vamos desembarcar na terra dos hermanos para mostrar as dores e as delícias de visitar Buenos Aires.

Dores porque o Brasil lamentavelmente perdeu seu último amistoso contra nossos arqui-inimigos futebolísticos. Delícias porque o churrasco deles é um dos melhores mesmo, a cidade é linda e o Real vale muito mais.

Já com o bilhete em mãos, fui checar no Google Maps como poderia ir a pé até lá. Mas, nem no mundo virtual poderíamos compartilhar um espaço amistoso:


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Paul invade o Morumbi

Lembra daquela história do Glauber Rocha: uma câmera na mão e uma idéia na cabeça?

Foi com essa premissa que eu dei minha estimada filmadora para que meu pai fizesse um relato emocionado da apresentação de seu maior ídolo no Brasil. Tudo filmado e condensado em alguns minutos...

Sim, Paul McCartney esteve em São Paulo e nós tivemos a sorte e o prazer de ver sua carismática performance no estádio do Morumbi. O ex-Beatle mostrou a que veio. Confiram!


domingo, 21 de novembro de 2010

Dicas para hoje

Eu estava aqui pensando no texto para hoje. O final de semana em Guaratinguetá reserva surpresas menos pirotécnicas do que alguns minutos em São Paulo, é claro.

Então, quem está ansioso para aproveitar mais um domingo bonito (pelo menos aqui, o sol está brilhando forte) pode aproveitar as dicas dessa "agenda" que eu montei com a programação do feriado que passou (eu sei, o feriado foi intenso e deixou saudades - por isso ainda não consegui me "libertar" dele...).

Sexta-feira, 12 de Novembro

15:oo horas - Bienal de Artes, gratuita e repleta de atrações

19:00 horas - jantar na Avenida Paulista. Tem Ráscal na Alameda Joaquim Eugênio de Lima, nº 585; tem o fast food Rizzo no Top Center, onde há várias outras opções; tem o Shopping Paulista...

22:00 horas - show no Citibank, ou em alguma outra casa da cidade. E hoje tem Paul McCartney no Morumbi, imperdível!

Sábado, 13 de Novembro

21:00 horas - barzinho por aí com os amigos. Fui ao Opção, que fica ao lado do MASP. Apesar de charmoso, o serviço é muito ruim. Esse eu não recomendo.

23:00 horas - festa na Rua Augusta, para entender que a noite de São Paulo pode ser muito mais rica do que as famosas Berlim, Amsterdã, Londres...

Domingo, 14 de Novembro

16:00 horas - Parque da Independência com show grátis de Norah Jones

20:00 horas - bar na Vila Madalena, boa pedida para um domingo "normal". Mas lembre-se que a lei do PSIU limita o horário da festança e os bares costumam fechar à 1:00 hora.

23:00 horas - Pau-Brasil, um lugar pequeno, simples, aconchegante até demais! Na entrada não se dá nada pela festa que rola lá dentro e muito provavelmente será inesquecível. Perfeito para ver que os paulistanos sabem ser cordiais e hospitaleiros, assim como os mineiros gente fina.

Segunda-feira, 15 de Novembro

15:00 horas - Avenida Paulista e redondezas. Dá para tomar um café no Starbucks da Alameda Santos, nº 1054; conhecer as lojinhas da Rua Augusta; comer um quitute na Bella Paulista, localizada na Rua Haddock Lobo, nº 354.

21:00 horas - cinema! Assisti ao francês Eu matei minha mãe, no Belas Artes. Mas você pode escolher outras inúmeras fitas para aproveitar o finalzinho do domingo.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Domingo de festa com Norah Jones

A festa de domingo já estava marcada na agenda há semanas. Em turnê pelo Brasil, a cantora americana Norah Jones fez uma apresentação grátis no Parque da Independência, em São Paulo. O melhor de feriados comemorativos na capital é isso: eventos grátis espalhados pela cidade. Geralmente acontecem no aniversário - 25 de Janeiro -, na comemoração da Revolução de 1932 - 09 de Julho -, no 07 de Setembro, 15 de Novembro, 20 de Novembro... Enfim, as datas são lembradas com muita gente reunida para participar e vivenciar um espetáculo gratuito em algum ponto da megalópole.

No ano passado, eu havia visto o cantor Andrea Bocelli se apresentar no mesmo local. Agora, levei duas amigas de Minas Gerais para completarem o time de quase 18 mil pessoas que estiveram no parque em frente ao Museu do Ipiranga e aproveitaram o ensolarado domingo deitadas no gramado, ao som da bela voz de Norah. Confira a videoreportagem!

sábado, 13 de novembro de 2010

A boa pedida da noite

Para a noite de ontem, queria boa música, em boa companhia. Vagando pelos sites que mostram a programação na capital, encontrei uma ótima pedida: o Baile do Simonal. Um amigo havia adorado o show de Wilson Simoninha e Max de Castro na Virada Cultural e fez a recomendação na época. Agora, os dois voltaram para uma apresentação extra em São Paulo.

Não havia como resistir. O ingresso tinha preço excelente, era fácil chegar no lugar da apresentação e o horário era perfeito. Então, lá fui eu passar uma noite cheia de surpresas, típicas desse mundão de meu Deus que é do tamanho de uma ervilha. Logo na fila para comprar o ingresso, uma mulher veio toda tímida perguntar se eu queria um assento na Mesa Vip. Sim, na primeira fila, para ficar bem na frente do palco... E ela me deu o ingresso de graça!

Depois de me sentar e ver que ganhei o melhor lugar (atrás da mesa reservada somente para o dono da casa de shows), outra estripulia do destino. Logo na mesa ao lado, minha tia e suas amigas esperavam ansiosamente que as cortinas se abrissem. Do outro lado, a atriz Denise Fraga também aguardava o começo do espetáculo acompanhada do marido e da família. No final das contas, ela virou parceira das meninas que ficaram na "minha" mesa e puxou o bonde para que todos se levantassem e soltassem suas feras em uma noite de tributo ao eterno Simonal.

Quem perdeu esse show tem a chance de vê-lo em DVD; pode esperar a agenda do próximo ano; ou assistir a esse pequeno techo que eu gravei para o Pelo Brasil, Pelo Mundo.